Timão bate Grêmio de virada no Olímpico por 2x1
Ambos tentavam apagar na tarde deste domingo as más lembranças remanescentes do fim de semana anterior, quando foram derrotados nas decisões estaduais. Mas apenas o vice-campeão paulista conseguiu. No Estádio Olímpico, pela primeira rodada do Campeonato Brasileiro, o Corinthians venceu de virada o Grêmio - vice gaúcho - por 2 a 1, gols de Douglas para os tricolores, e Chicão e Liedson para os corintianos.
Na segunda rodada, as duas equipes voltam a jogar às 16h de domingo, contra os paranaenses da Primeira Divisão. Em Curitiba, o Grêmio visita o Atlético-PR; e em Araraquara, no interior de São Paulo, o Corinthians recebe o Coritiba.
Duelo de táticas parecidas
Taticamente, foram duas equipes praticamente idênticas na distribuição dos jogadores. Renato Gaúcho e Tite optaram pelo 4-4-2 com meio-campo reproduzindo o desenho de um losango, o que proporcionou um confronto tático com quatro duelos pessoais: Fábio Rochemback x Morais, Ralf x Douglas, Ramírez x Adilson, e Lúcio x Paulinho.
Houve, neste contexto, muito equilíbrio nos enfrentamentos. Nem Grêmio nem Corinthians conquistavam espaços no campo inimigo. Victor e Julio Cesar sequer sujaram seus uniformes. Para assustá-los, sem infiltrações, as duas equipes arriscavam apenas chutes furtivos de média distância, ou então investiam nos cruzamentos - principalmente em faltas e escanteios.
Ainda no primeiro tempo, duas alterações táticas foram provocadas por uma lesão. Rodolfo, que sofreu uma fratura na perna esquerda, foi substituído por Escudero. No Grêmio, Neuton entrou na zaga, Lúcio foi para a lateral e Escudero ingressou no meio-campo. Imediatamente, Tite inverteu seus apoiadores, passando Paulinho para a esquerda, e Ramírez à direita - postura momentânea, desfeita no segundo tempo.
Kléber faz golaço de canhota e defini a partida contra o Bota fogo por 1x0
A festa pelos cem jogos de Kleber pelo Palmeiras só veio, na verdade, na partida 102. Neste domingo, com uma camisa alusiva à marca e o nome Gladiador nas costas, o atacante brilhou e deu a vitória por 1 a 0 sobre o Botafogo, no Teixeirão, na estreia dos times no Campeonato Brasileiro (assista ao gol no vídeo ao lado). Discreto na maior parte do tempo, Kleber brilhou quando foi exigido e decidiu o equilibrado duelo com um golaço de pé esquerdo, marcando pela 14ª vez na temporada. O centésimo jogo do atacante foi a goleada por 6 a 0 sofrida diante do Coritiba, em 5 de maio, no Couto Pereira, pela Copa do Brasil. Ele não marcava há seis jogos.
O Teixeirão recebeu bem menos público do que o esperado. Pouco mais de 13 mil pessoas acompanharam a partida, bastante truncada e com raros momentos de emoção. No Verdão, Luiz Felipe Scolari sofreu com cinco desfalques (Valdivia, Lincoln, Rivaldo, Wellington Paulista e Cicinho), mas conseguiu levar o time aos três primeiros pontos no Brasileirão.
Do lado alvinegro, Maicosuel voltou a um jogo oficial depois de se recuperar de grave lesão no joelho – sentiu claramente a falta de ritmo ao atuar por 90 minutos pela primeira vez após quase oito meses. Comandado pelo auxiliar Cassius Hartmann, uma vez que o técnico Caio Júnior cumpre suspensão, o time ainda não contou com a sua dupla de ataque titular.
Loco Abreu e Herrera cumprem suspensão automática após punição imposta pelo STJD, em virtude da confusão no jogo contra o Avaí, pela Copa do Brasil. O Botafogo conseguiu efeito suspensivo, mas ambos voltam apenas na terceira rodada, e Loco ainda desfalcará o time por aproximadamente dois meses por causa da Copa América, pela qual servirá à seleção uruguaia.
O Alvinegro carioca volta a campo no próximo sábado, às 18h30m (de Brasília), no Engenhão, contra o Santos. No domingo, o Palmeiras pega o Cruzeiro, às 16h, em Sete Lagoas (MG).
Jefferson é Seleção
Felipão surpreendeu na escalação do Palmeiras, sacando Patrik e atribuindo a tarefa de armação a Tinga e Luan, dois dos jogadores mais criticados pela torcida. Do outro lado, Caio Júnior manteve o que vinha fazendo nos treinamentos em Porto Feliz (SP): utilizou uma linha de quatro jogadores atrás, com Lucas Zen pela esquerda, e liberou Cortês para armar a equipe ao lado de Galhardo. Na frente, Maicosuel fez companhia a Caio.
Com maior volume de jogo e atletas de ofício na armação, o Botafogo dominou os primeiros 15 minutos. Aos poucos, o Palmeiras conseguiu controlar o ímpeto alvinegro ao tirar os espaços de Galhardo e Maicosuel. A arquibancada do Teixeirão, cheia de palmeirenses, começou a empurrar o time para o ataque.
O problema é que faltava qualidade no meio-campo alviverde, tanto que a equipe errou 13 passes na etapa inicial, contra apenas quatro do Glorioso. Não foram raras as vezes em que Kleber voltou para buscar jogo, lutando muito contra os zagueiros rivais. A briga foi tamanha, que o Gladiador levou cartão amarelo depois de uma falta dura em Arévalo. Bem treinada, a defesa alvinegra soube neutralizar a principal arma palmeirense.
O
Verdão só se encontrou na bola parada, mas teve de encarar um goleiro de Seleção Brasileira. Justificando a sua convocação para os amistosos contra Holanda e Romênia, no início de junho, Jefferson salvou o Botafogo em duas cobranças de falta de Marcos Assunção – a segunda acertou o travessão, e no rebote João Vitor parou no camisa 1.
Rivaldo entra nos minutos finais, não reclama e exalta união do grupo
Adorado pelos torcedores, respeitado e admirado pelos adversários, mas sem moral com o treinador, Rivaldo parecia, mais uma vez, deslocado no banco de reservas do São Paulo. Durante o primeiro tempo do jogo contra o Fluminense, em São Januário, o meia foi flagrado “jogado” num canto, afastado dos demais jogadores e bem longe do técnico Paulo César Carpegiani, com quem discutiu via imprensa após a eliminação na Copa do Brasil frente ao Avaí, há duas semanas. Rivaldo ainda se sente visivelmente desconfortável com a reserva.
Mas após a vitória por 2 a 0 sobre o Flu, o meia não fez nenhuma crítica ao treinador. Pelo contrário. Mostrando ter assimilado a bronca do presidente Juvenal Juvêncio, que não quer mais seus jogadores questionando publicamente a hierarquia do clube, Rivaldo ignorou o fato de ter jogado menos de 10 minutos – ele entrou aos 39 do segundo tempo, no lugar de Casemiro, quando a vitória por 2 a 0 já estava assegurada. Sereno, o camisa 10 preferiu exaltar a união do grupo e esquecer o passado.
O que passou, passou. Não adianta chorar mais a Copa do Brasil. Temos de pensar só no Brasileiro"
Rivaldo
- O que passou, passou. Não adianta chorar mais a Copa do Brasil. Temos de pensar só no Campeonato Brasileiro, e nada melhor do que começar com uma vitória fora de casa – disse Rivaldo, 39 anos.
- No final do jogo, nós nos reunimos no campo. Isso foi ideia do Dagoberto, de dizer 'Vamos juntos sair dessa situação'. Pela atitu
de o Dagoberto está de parabéns. Temos de nos unir mesmo, são os jogadores que vão tirar o São Paulo desta situação. Quando as vitórias vêm, não tem crítica nem para jogador, nem para treinador – emendou o meia.
Gomes reconhece que Bernardo merece uma vaga entre os titulares
Artilheiro do Vasco, meia chegou a dez nesta temporada após os dois gols marcados contra o Ceará, no sábado
O técnico Ricardo Gomes teve muito pouco tempo para dormir nos últimos dias por causa da maratona que foi obrigado a passar para acompanhar os treinos dos titulares no Rio e o time misto que fez a estreia no Brasileiro contra o Ceará, no sábado. Mas quem tem tirado o sono do treinador - no melhor dos sentidos - é o meia Bernardo. Contra o Vovô, ele fez dois gols na virada cruz-maltina por 3 a 1, no estádio Presidente Vargas.
Após a partida de sábado, Gomes reconheceu que Bernardo está merecendo uma oportunidade de começar no time principal. Resta saber se será já nesta quarta-feira, contra o Avaí, pela Copa do Brasil e, caso ele realmente entre, quem sairia da equipe.
- Que bom (dor de cabeça). Fez um golaço hoje (sábado). Ele que merecia um presente e acabou nos dando dois. Conseguiu render mais depois que eu coloquei o Max no lugar do Enrico. Eles estavam ocupando o mesmo espaço. Aí ele desequilibrou. Não só ele, mas muitos outros mostraram potencial para estar no elenco do Vasco. No início, o Bernardo já vinha merecendo (ser titular), mas não teve uma regularidade. Agora, repetindo estas atuação com certeza merece, e outros também. A concorrência leal é boa.
Ricardo Gomes disse que não existe um time titular imutável. O treinador está animado com a variedade de opções que tem à disposição no elenco vascaíno.
- Não existe isso de está definido o time e vai até o final. O questionamento é diário. Eduardo Costa começou jogando como volante e terminou como zagueiro, e, aliás, foi muito bem. São novas ideias. No futuro por que não utilizá-lo ali também? O tempo vai passando e as opções vão aumentando.
O adversário do Vasco na segunda rodada do Brasileiro será o América-MG, domingo, às 18h30m (de Brasília), em São Januário.